terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

QUANDO A MELANCOLIA NOS VISITAR

Somos Espíritos em evolução, "ainda não estamos prontos".

Estagiamos por incontáveis oportunidades na matéria e em cada uma delas acumulamos experiências que permanecem registradas em nossa mente imortal e única, na sede da nossa individualidade.

Nada se apaga!

E claro, dada a nossa imperfeição, ainda registramos as vozes de equívocos passados, que por vezes insistem em ecoar no âmago de nossas almas.

A bênção do esquecimento temporário das nossas mazelas de vidas passadas nos livram de cairmos no desequilíbrio, entretanto, quando as cobranças implacáveis nos batem à porta, por vezes nos balançam e até mesmo nos derrubam.

Mais difícil ainda é quando os equívocos não são de vidas passadas, mas de anos passados, meses passados, ou seja, da presente encarnação.

Estes se tornam mais difíceis porque nos lembramos deles, estão vivos na nossa mente, batem na porta da nossa consciência o tempo todo e por muitas vezes com tamanha insistência que não nos dão paz.

Há de se lembrar também que nossos desafetos (desencarnados), de posse dessas reminiscências, as utilizam como mecanismos de perturbação contra nós, no intuito de comprometer nosso padrão vibratório e nos levar a estados de melancolia e depressão.

Nestes momentos, o melhor que temos a fazer é seguir as recomendações do Cristo de "vigiar e orar", pois somente desta forma conseguiremos nos livrar das malhas do desânimo e dos remorsos improdutivos que em nada contribuirão para o  nosso  crescimento.

O passado se foi e o que foi feito não há como desfazer.

Mergulhar nas teias das lembranças menos felizes e sofrer com isso em nada contribuirá para nosso processo de redenção.

Se reconhecemos que erramos e já nos conscientizamos de que não cometeremos mais os mesmos erros, já avançamos neste processo.

Após o reconhecimento do erro e e a firmeza de propósito no sentido de não mais repeti-lo, entraremos na terceira e importante etapa para que possamos definitivamente superar o problema. É a fase da reparação histórica do dano causado.

Esta reparação poderá ser feita de diversas formas, mas a principal dela passará sempre pela atitude e desejo sincero de se  anular o mal feito com o bem a se fazer.

Sem queixas, sem alardes, sem se martirizar nem se desesperar.

Com mente serena e propósito sincero, perseverar no bem, mesmo diante das adversidades, mesmo que suas atitudes não observem as reciprocidades desejadas.

Com esta postura afastaremos as sombras da melancolia e atrairemos energias sutis de ânimo e empolgação para avançarmos nesta nossa abençoada jornada de aprendizado.

E vivamos um dia de cada vez, pois jamais estaremos sozinhos nesta caminhada.







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