segunda-feira, 27 de março de 2017

CARIDADE NOS PEQUENOS ATOS

Temos desejos de grandes realizações no terreno das atividades beneficentes e no campo da solidariedade humana.
No entanto, somos capazes de passar indiferentes ao irmãozinho de jornada que, com o olhar faminto nos estende as mãos, implorando uma migalha de pão.

Alimentamos a intenção de desenvolver potencialidade intelectuais e aprimorarmos o verbo na busca do conhecimento, com o intuito de buscarmos a tribuna para divulgar a Doutrina Libertadora de Consciência.
No entanto, somos incapazes de dirigir uma palavra de alento e estímulo aos irmãos carentes, que vergados sob o peso das vicissitudes nos procuram para aplacar a dor da solidão e da desdita que por vezes os acompanha.

Recorremos ao Pai solicitando força e coragem para os enfrentamentos do nosso cotidiano, para que nossos eventuais fracassos não nos desestimulem a seguir adiante.
No entanto, somos incapazes de estender nossas mãos aos nossos irmãos que, fustigados pelos açoites da vida, nos clamam o bálsamo da piedade para suavizar as dores das suas feridas.

Se não somos capazes de praticar a  caridade nas pequeninas oportunidades que surgem à cada momento, será ilusão almejarmos grandes feitos no terreno caritativo.
Os exemplos do Cristo nos mostram que é justamente na sutileza dos nossos atos que preparamos nossos corações para galgarmos maiores realizações no terreno da solidariedade.

domingo, 26 de março de 2017

A LUTA DO COTIDIANO

É verdade, lutamos o tempo todo para ver se conseguimos manter uma sensação prazerosa de alegria nas nossas vidas.

É certo que nossa mente trabalha o tempo todo buscando um mecanismo para que tentemos nos esquivar das nossas frustrações, nossos medos, nossas  ansiedades.

É indiscutível que os cenários da nossa existência estão há anos luz daquilo que gostaríamos, pois na verdade nossa ânsia de querer o diferente, de estar mergulhado em outra realidade, de buscar episódios novos, inéditos e alvissareiros é constante.

É do ser humano este sentimento de inconformação, é inevitável e faz parte da nossa existência.

É como se sentíssemos saudades de algo que não vivemos e de sensações que ainda não vivenciamos. 

Na verdade boa parte disso se deve mesmo à saudade, mesmo que inconsciente que temos da nossa verdadeira vida na pátria espiritual.

O cotidiano nos impõe rotinas cansativas, as responsabilidades pesam sobe nossos ombros, as inquietações perturbam nosso sossego. 
Viver mergulhado neste cenário nos desgasta, compromete nossa vivacidade, nossas energias.

É por isso que precisamos entender as leis que regem este mecanismo existencial de seres cósmicos que somos, viajando no tempo e no espaço.

O apóstolo João já nos alertou: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. ”
Assim, a busca pela verdade é na verdade a busca pela nossa libertação.

Entender os mecanismos que regem as nossas sucessivas oportunidades de retorno à matéria, entender a lei de Causa e Efeito, de Ação e Reação, entender a Lei de Retorno implacável a que estamos sujeitos é primordial para que as nuvens escuras da dúvida sejam dissipadas das nossas vidas.

Estamos todos nós no lugar certo, no momento adequado, com as pessoas corretas e vivendo as situações propícias ao nosso aprimoramento. 

Por mais difíceis que possam parecer nossos dias, disso que precisamos neste momento para alavancar nosso crescimento.

Não existem acasos, coincidências, desgraças, sorte ou azar.

Existe sim a Providência Divina intercedendo a nosso favor e criando as condições necessárias para nosso aprendizado, apenas isso.

Entendamos isso, assimilemos estes conceitos, procuremos enxergar além do horizonte, pois nossa passagem pela matéria é rápida e não tarda retornaremos para a Pátria Espiritual para sermos avaliados e também avaliarmos nossa performance neste Planeta Escola.

Assim, levantemos a cabeça, ergamos nossa fronte, olhemos para a frente e para o alto e sigamos adiante.

Um passo de cada vez, mas sigamos sempre, sem fraquejarmos.

E plantemos, plantemos as sementes do bem para que quando a colheita vier, possamos nos deleitar com seus resultados.










A FELICIDADE ESTÁ NAS COISAS SIMPLES

Em uma dessas conversas descontraídas entre amigos de infância, num momento de descontração, acabamos nos lembrando de um dos nossos colegas de classe do tempo do "colegial" e de um episódio que se eternizou em nossas memórias.

A maioria de nós vinha de famílias pobres, existia uma grande dificuldade para que nossos pais conseguissem nos manter na escola porque faltava dinheiro até mesmo para comprar os lápis e cadernos, mas isso não acontecia com o colega que nos veio à mente naquele momento.

Aquele nosso colega, que trazia um sobrenome conhecido e afamado na cidade, era levado para a escola em carros luxuosíssimos, vestia-se bem (o uniforme era impecavelmente limpo, passado, confeccionado com tecidos de excelente qualidade e parecia que tinha uma peça para cada dia da semana).

Como era de se esperar, Luis Fernando (este era seu nome), vivia assediado pelas meninas mais bonitas do colégio e convidado a participar de todos as brincadeiras no intervalo e de todos os grupos que se formavam em classe para elaboração de trabalhos.

Eu fazia parte de um pequeno grupo, de filhos de ferroviários.
Morávamos nas "Casas da Turma", onde residiam os trabalhadores que cuidavam da via permanente (manutenção da linha), tínhamos pouco contato com ele, mal nos falávamos. 
Na verdade sentíamos um pouco de inveja dele (principalmente porque as garotas somente tinham olhos para ele e sequer nos notavam, tratando-nos com total indiferença).
O "riquinho" da classe não fazia parte do nosso grupo de amigos

Estudamos três ou quatro anos juntos, na mesma classe, mas a distância entre nós era  gigantesca, não porque ele fosse arrogante ou ostentasse sua condição social, mas de fato não nos sentíamos à vontade para estar com ele.

Um belo dia nosso grupo estava sentado no pátio, bem aos fundos da quadra esportiva que ali existia, brincando, dando gostosas gargalhadas das palhaçadas de um dos nossos, quando o Luis Fernando se aproximou.

Estranhamos, a surpresa foi tanta que até paramos nossas brincadeiras. 
Ele se aproximou, muito educado pediu licença, após acenarmos com a cabeça concordando com sua presença ele puxou um lenço do bolso, forrou o degrau onde estávamos sentados, sentou-se conosco,  esboçou um sorriso e disse com simpatia e simplicidade:

- Me ensinem a ser felizes como vocês são. Vocês dão risadas o tempo todo, se divertem com qualquer coisa, nunca se separam, de onde vem esta alegria?

A pergunta nos pegou de surpresa porque na verdade nunca tínhamos pensado nisso (nem percebido). 
Não sabíamos o que responder, ficamos olhando um para a cara do outro e para variar, demos gostosas gargalhadas. 
Ele riu junto, começou a participar das nossas brincadeiras de trocadilhos e piadas até bater o sinal e retornarmos à sala de aula.

A partir daquele dia, Luis Fernando sempre fugia do assédio das meninas bonitas que o rodeavam, optando por ficar conosco nos intervalos.

Um belo dia arriscou-se até mesmo a jogar uma "pelada" conosco na quadra, correndo sem jeito com aquela roupa toda "engomada". 

Esta foi sua "cerimônia de iniciação ao grupo". Depois daquele dia em que levou umas caneladas e acabou rasgando o joelho da calça num dos seus tombos, integrou-se ao nosso grupo e tornou-se nosso amigo.

A cena se repetiu durante meses, ele não mais se afastou de nós.

No encerramento do ano letivo, eis que no intervalo, chega o tal carro luxuosíssimo e para na porta da escola. 
Observamos apreensivos que do carro desce uma senhora vestida como se fosse à um "baile na corte", atravessa a quadra e vem em nossa direção.

Ficamos assustados, pois achamos que seríamos repreendidos por ela, afinal o Luis ultimamente não estava voltando para casa tão limpinho e alinhado como antes. Nos encolhemos no nosso canto e esperamos que ela se dirigisse à nós. O Luiz Fernando estava conosco e também se surpreendeu com a presença da mãe que viera sem avisá-lo.

Diferente do que imaginamos, ela chegou sorridente, o motorista a acompanhava com alguns pacotes. Ela abraçou e beijou o filho e disse ao garoto:

- Apresente-me seus amigos, filho!

Ele nos apresentou, ela apertou a mão de cada um de nós, nos chamou pelo nome e entregou um daqueles pacotes (um presente), abraçando-nos (sempre sorridente) e nos disse:

- Vim para agradecer porque vocês aceitaram meu filho no grupo.  Ele sempre me falou da alegria e da bonita união que ele via em vocês, mas que não tinha coragem de procurá-los.

- Sempre me dizia que queria fazer parte para aprender a ser feliz como vocês  e após o dia em que ele teve a coragem de procurá-los, meu filho se tornou uma outra pessoa.

- Vocês conseguiram proporcionar a ele um sentimento, uma emoção, uma empolgação de viver, que mesmo com todas nossas posses jamais conseguimos.

Nos abraçou em lágrimas, beijou nossos rostos suados e empoeirados, despediu-se do filho, retornou ao carro acenando sorridente e foi-se dando tchauzinhos pela janela.

Após alguns segundos em silêncio, olhamo-nos uns aos outros, envolvemos o Luis Fernando num abraço coletivo, colocamos o presente num cantinho da quadra (nem abrimos) e dando gostosas gargalhadas arregassamos as barras das calças e fomos jogar bola.

Hoje, após cinco décadas deste episódio, reflito o quanto é verdadeira a frase que diz:

"A felicidade encontra-se escondida nas coisas simples da vida. Enquanto nos perdermos na ilusão de procurá-la nas complexidades do cotidiano, estaremos brincando de "esconde esconde" com a alegria"


sábado, 25 de março de 2017

ESPIRITISMO E ESPIRITUALISMO

Hoje um amigo me perguntou se eu era "Espiritualista", pois tem visto meus posts e, segundo ele, tomou "coragem para me perguntar". 

Achei engraçada a abordagem dele e o esclareci definindo claramente:
Sou ESPÍRITA !

E conclui: "Tão espiritualista quanto você, que é protestante, pois todo aquele que crê que após o decesso do corpo físico resta algo que permanece vivo, este é Espiritualista."


Acho muito importante que nós, profitentes da Doutrina codificada pelo Mestre de Lyon, deixemos claro estes conceitos:

SOMOS ESPÍRITAS !
SOMOS CRISTÃOS !

E Espiritualistas como todos aqueles que crêem na imortalidade da alma.



PROSSEGUIR SEMPRE

À vezes tenho saudades do "ontem", mas esta saudade restringe-se à algumas situações, pessoas e lugares, apenas isso.

Não tenho "saudades de mim" porque ao refletir sobre meus passos, concluo que o "cadinho da vida" acabou temperando minha essência e hoje consigo ver que consegui aprender algumas coisas que me tornaram melhor.

Diante desta constatação, procuro seguir minha jornada empenhando-se para aparar as arestas da minha personalidade, do meu caráter, da minha postura diante da vida, pois sei que o meu objetivo é ser melhor à cada dia.


A luta é difícil por conta das toneladas de imperfeições que trago comigo e embora me pese no ombro, continuo insistindo  em carregá-las. O processo de reforma íntima requer disciplina, perseverança, vontade e convicção.

É certo que ainda serão necessárias incontáveis reencarnações até que consigamos atingir o grau evolutivo que almejamos para que sejamos espíritos felizes, mas o segredo é seguir adiante, dando um passo de cada vez, olhando sempre para frente e para o alto.

E não nos esqueçamos nunca! Temos um Guia e Modelo para nos mostrar o caminho, basta que sigamos sua luz.


E esta LUZ....É CLARO QUE É JESUS!

domingo, 29 de janeiro de 2017

GATILHOS COMPORTAMENTAIS

Hoje, ao acordar, veio-me à mente uma reflexão interessante.

Pensei nos “gatilhos comportamentais” que são utilizados por nós, mesmo de forma inconsciente, mas que desempenham um papel fundamental no nosso processo de estímulo diante dos cenários que se descortinam na janela da nossa existência.

Analisemos, por exemplo, a questão do nosso labor profissional:

É imperativo que exerçamos uma atividade que nos garanta a subsistência no terreno material, quer queiramos ou não, quer estejamos satisfeitos ou não, quer ele nos traga realizações ou frustrações.

É indiscutível ainda, que uma grande parte das pessoas acaba aceitando esta ou aquela atividade profissional, não que tenha sonhado com ela, ou a tenha escolhido como a profissão da sua vida, mas por necessidade mesmo, por falta de opção. 
Submete-se àquela ocupação porque não tem outra alternativa no momento e precisa sobreviver, sustentar a família, honrar seus compromissos financeiros.

Assim, o indivíduo acaba colocando em segundo plano suas aspirações e projetos no terreno da opção profissional e é obrigado a colocar foco na atividade que desempenha.

Seu gatilho, neste caso é a NECESSIDADE.

Se possuir uma boa dose de inteligência emocional, mesmo não fazendo o que gosta, aprenderá a gostar do que faz. 
Aprendendo a gostar, o trabalho se lhe apresentará menos difícil e por mais sacrifícios que exija, lhe proporcionará prazer e realização.

Temos ainda no terreno profissional uma outra situação.

Uma vez já inserido no contexto daquela atividade e já tendo exercido durante algum tempo as tarefas para as quais foi contratado, uma vez as dificuldades iniciais já superadas, começa a desenhar-se no seu cotidiano um processo de monotonia que o leva ao tédio.

Mais uma vez se faz necessário aí a presença da imprescindível inteligência emocional. 
O indivíduo precisa trabalhar sua mente na busca de melhoria contínua, no descobrimento de novos métodos e processos, colocar sua criatividade em prol da criação de um cenário desafiador a cada novo dia.
Este gatilho recebe  o nome de MOTIVAÇÃO.

Repercutindo o tema para o terreno das nossas emoções e voltando a reflexão para o terreno de nossa Reforma Íntima, veremos que a situação não é diferente.

Vivemos em um planeta de Provas e Expiações, mundo imperfeito que nos aprisiona na matéria densa e grosseira e que tantos impeditivos e limitações nos proporciona.

É certo que gostaríamos de viver em outro cenário onde os impositivos da vida não nos colocasse diante de tanta insegurança, tanta ansiedade, tantas dúvidas e indagações.

É certo que todos nós, no cerne das nossas aspirações, almejamos PAZ e ALEGRIA.

Ocorre que estamos aqui, neste cenário hostil e às vezes até mesmo amedrontador, por conta da nossa NECESSIDADE.

É este o gatilho que nos arremessou para esta situação que nos parece tão penosa.

Portanto, se ao invés de ficarmos lamentando as mazelas da imperfeição, buscarmos os mecanismos para nosso processo interno de melhoria contínua, potencializando nossa reforma íntima no desenvolvimento das nossas virtudes, veremos que nossa caminhada passará a ser produtiva e promissora.

É o gatilho da MOTIVAÇÃO arregimentando energias para que amanhã sejamos melhores do que hoje.

Há de se destacar, entretanto, o mais importante dos gatilhos que o ser humano deverá considerar no seu processo de aprendizado rumo à evolução, tornando sua passagem por este “Planeta Escola” uma experiência profícua.

Estamos falando de um sentimento sublime, muitas das vezes tão sutil que acabamos permitindo seja asfixiado pelo nosso orgulho, pelo nosso egotismo e pela nossa indiferença.

Este gatilho dispara dentro de nós a sensibilidade diante do sofrimento alheio e daqueles, cujas mazelas são mais difíceis e doloridas que as nossas.

Este gatilho desperta nas fibras mais íntimas do nosso espírito, um sentimento de comiseração pela infelicidade de outrem, criando uma empatia que nos torna solidários e benevolentes.

Este sentimento chama-se PIEDADE e é capaz de alavancar aquela que é a maior das virtudes que necessitamos desenvolver, para que consigamos seguir adiante na nossa implacável jornada evolutiva rumo à perfeição.

A PIEDADE é o gatilho da CARIDADE.

E bem sabemos que FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO.














sábado, 14 de janeiro de 2017

PENA DE MORTE, É JUSTO DESEJÁ-LA?

O ser humano encarnado que procura nortear suas atitudes pelos princípios cristãos;  diante das cenas repugnantes de violência, crimes hediondos, desrespeito às diferenças e à propriedade alheia, muitas das vezes se sente tão indignado diante deste cenário, que acaba se entregando à pensamentos que não se coadunam com os princípios éticos que abraça.

Ao testemunhar tamanha insensatez por parte dos irmãos de jornada, que muitas das vezes de forma covarde e impiedosa buscam pela força e pela violência a realização de seus desejos insanos.

Ao observar a insanidade de nossos semelhantes, que movidos pela sede desenfreada de bens materiais e poder, passam por cima de todos valores éticos e morais que norteiam as relações humanas.

Ao presenciar as abomináveis posturas de mentes doentias que impiedosamente violentam, estupram, matam e torturam nem nenhuma piedade, torna-se muito difícil para nós, espíritos ainda imperfeitos e distantes das virtudes ensinadas pelo Cristo, não se deixar envolver por pensamentos carregados de ansiedade, medo, revolta, desejo de vingança e de justiça à qualquer preço.

E diante deste cenário é inevitável que desejemos, em alguns momentos, que se extirpe da face da Terra os protagonistas destes lamentáveis episódios, impedindo que estes insistam na prática de suas sandices.

Com foco no imediatismo que sempre norteia os temas inerentes à matéria, imediatamente nos vem à mente aquela que seria a solução para os problemas desta natureza, a Pena de Morte.

O que não podemos esquecer é que na verdade, a pena capital apenas conseguirá interromper o prosseguimento da vida do indivíduo na matéria e na presente reencarnação.

O único resultado da Pena de Morte será subtrair dele seu corpo físico de forma antecipada, no entanto, ele continuará vivo.

E vivo, ao perceber a situação, o espírito se tornará ainda mais revoltado e desejará com muito mais afinco, perseverar nas suas atitudes desenfreadas na disseminação do mal que habita sua essência.

Com certeza, por conta das afinidades espirituais já estabelecidas ainda enquanto encarnado, será imediatamente recrutado pelas Falanges das Trevas, engrossando as fileiras de espíritos desajustados que se comprazem no mal.

Fora do corpo físico que lhe conferia limitações e lhe restringia certas atitudes, agora com a liberdade própria do espírito desencarnado, terá ainda melhores condições de penetrar os mais variados ambientes e recintos.

No Plano Material potencializará energias nefastas, influenciará mentes em desalinho, repercutirá sua revolta e sede de vingança disseminando dolorosos processos obsessivos.

Continuará a fazer suas vítimas, incentivará a que outros façam aquilo que já não consegue fazer. 

O decesso do seu corpo físico, ao invés de resolver um problema, agravou ainda mais a situação, uma vez que a morte, apontada como solução para o problema, na verdade não existe, é um grande engodo.

Se analisarmos a situação à luz da razão, refletindo com inteligência emocional e sem nos deixar envolver pela paixão desenfreada e pelos instintos repulsivos, compreenderemos a ineficácia da pena capital.

As estatísticas comprovam que em localidades onde ela é aplicada, a Pena de Morte não se consegue lograr êxito na redução da criminalidade. Se analisarmos sob a ótica da espiritualidade, ficará fácil entender os motivos da sua ineficácia.

Há de se considerar, finalmente, que se a "Morte" for considerada uma pena, estamos todos nós, por definição, já condenados, pois esta é a única certeza de que temos na vida. A certeza de que um dia "morreremos".