terça-feira, 6 de junho de 2017

COMPANHIAS ESPIRITUAIS

Somos todos médiuns universais, ou seja, o tempo todo interagimos com nossos irmãos desencanados.

Quer queiramos ou não, quer aceitemos ou não, quer acreditemos ou não, estaremos invariavelmente sob a influência de mentes que se alinham conosco pela lei da afinidade.

Boa parte dos nossos pensamentos não são (somente) nossos.
Uma parcela considerável dos nossos sentimentos, percepções e emoções estão sempre influenciados ou potencializados por  seres invisíveis que nos rodeiam diuturnamente.

Por isso, seguir a recomendação do Mestre Jesus, vigiando e orando, sempre será a melhor forma de nós mantermos em equilíbrio.

Invertendo o ditado popular, sob a ótica do Espiritismo podemos dizer: "Diga-me quem és  e te direi com quem andas."


segunda-feira, 5 de junho de 2017

SEGUIR ADIANTE

Retornar à matéria densa após desfrutar de horas agradáveis no desdobramento do sono, não é sensação das mais confortáveis. 

Nossa essência espiritual reluta em voltar à prisão da matéria densa e limitadora, o sentimento é de desânimo, os desafios nos intimidam, a vontade é voltar para cama. 

No entanto, a tarefa redentora do aprendizado na carne nos chama a buscarmos força e coragem para avançarmos na nossa jornada rumo à evolução. 

Busquemos nos fortalecer na prece sincera, foquemos nossas energias no bem, reflitamos sobre a bênção da reencarnação e sigamos adiante. 

Lembremos sempre que não estamos sozinhos. 

O amigo incondicional de nossas almas, o meigo Rabi da Galiléia estará conosco sempre a nos guiar, nos mostrando o caminho seguro a seguir. 


sábado, 3 de junho de 2017

NOS MOMENTOS DIFÍCEIS

Na condição de espíritos encarnados estagiando neste planeta escola, somos direcionados às mais diversificadas experiências e cada uma delas tem um papel fundamental no nosso aprendizado.

Algumas experiências estão diretamente relacionadas às nossas opções e são decididas racionalmente. 

Podemos optar por avançar no caminho do bem, exercitando nossas posturas na busca do crescimento das nossas virtudes e na correção das nossas imperfeições.

Se o fizermos desta forma estaremos, com certeza, reduzindo a probabilidade de aprendermos pela pior forma, que é através da dor e do sofrimento.

No entanto, na nossa condição de espíritos imperfeitos e endividados, dificilmente conseguimos aprender tudo desta forma. 

Na verdade nossas inclinações equivocadas nos levam, na maioria das vezes, a vivenciar cenários e experiências onde o sofrimento, a decepção e as frustrações passam a ser nossos melhores professores.

Não raro, diante destas situações, companheiros de jornada se perdem no desespero, se atiram nos quadros profundos de depressão, se entregam aos pensamentos lúgubres de autodestruição e flagelos físicos e espirituais.

Nestes momentos em que as "provas e expiações" se manifestam de forma mais agudas e por vezes dolorosas, a única forma de se retomar as rédeas da vida é através da consciente introspeção.

É o momento de voltarmos para dentro de nós próprios, buscarmos nossa essência espiritual, refletirmos sobre nossa postura ao longo dos janeiros já vividos na matéria.

É o momento de analisarmos se a nau da nossa existência tem sido norteada pela bússola da razão, neste imensurável oceano de emoções, sensações e sentimentos.

E sobretudo... é o momento da correção de rumo, da revisão dos conceitos, da percepção mais apurada daquilo que de fato é mais importante na nossa busca pelo essencial.

É o momento da nossa tão necessária e propalada Reforma Íntima.

Assim, se neste momento as nuvens cinzentas da insegurança, do insucesso e das decepções atormentam nossa paz interior, recobremos nossa consciência de que somos espíritos eternos.

Lembremo-nos de que somos espíritos eternos vivenciando mais uma das nossas rápidas passagens pela matéria e que as oportunidades de aprendizado não podem ser desperdiçadas.

E o mais importante. Tudo passa!

Com fé no futuro e no nosso poder de superação, com certeza somos capazes de enfrentar os desafios e as vicissitudes, sobretudo porque jamais estaremos sozinhos.

Carreguemos nossa cruz com dignidade pois Deus está no comando de todas as coisas  e Jesus, nosso guia e modelo,  amigo incondicional de nossas almas, jamais nos abandona nesta nossa abençoada jornada rumo à evolução. 

sábado, 27 de maio de 2017

VELHICE

Normalmente quando avançamos na contagem cronológica dos anos e atingimos a marca de meio século, começamos a refletir sobre aquilo que invariavelmente nos espera, a VELHICE.

Não raro começamos a refletir que ao atingirmos a marca das cinco décadas, já "caminhamos para a segunda metade da vida". 

Preocupações com a saúde, com as limitações do corpo, com as condições financeiras, uma vez que se aproxima o momento em que não mais seremos tão produtivos no mercado de trabalho, aposentadoria, etc., passam a ocupar nossas mentes.

Via de regra começamos a lamentar este cenário que gradativamente se aproxima da nossa realidade e não são raros os casos de inquietações e ansiedades.

Se pararmos para analisar com serenidade esta situação, veremos claramente que o grande motivo das inseguranças com o porvir se dá por conta do nosso foco excessivo na matéria.

É comum olvidarmos que somos espíritos eternos, portanto imortais. 
Há de se ressaltar que o que está envelhecendo e perdendo o viço da juventude não sou "EU", mas o acessório físico que utilizo na presente encarnação e que denominamos "CORPO", apenas isso.

A ferramenta, o acessório que disponho temporariamente e que é trocado à cada nova reencarnação, este é que vai se desgastando aos poucos até não possuir mais condições de animar a minha essência espiritual neste plano, esta é a realidade.

EU, espírito imortal, estou e continuarei vivo, mantendo toda minha individualidade e vigor espiritual, não obstante a condição do corpo material.
Portanto, não existe decrepitude para minha essência espiritual.

Nosso processo de aprendizado na carne precisa necessariamente passar  pelas fases de infância, adolescência, fase adulta e, claro, pela velhice.

Casa uma dessas fases trazem experiências e lições preciosas para o amadurecimento da nossa essência, que somente são possíveis de serem vivenciadas nas diferentes faixas etárias a que estamos sujeito.

Assim, a pureza e a inocência da infância gradativamente é substituída pelos arroubos de emoções da adolescência, bombardeada por cargas expressivas de hormônios.

Em seguida a fase adulta se aproxima, chamando-nos à um volume de responsabilidades e compromissos que ocupam a totalidade de nossas atenções. 
A formação da família e a necessidade de sustentá-la, a educação dos filhos, a questão profissional, a formação acadêmica, tudo isso torna nossa fase adulta conturbada e estressante.

Depois, com o passar dos janeiros e o aproximar da maturidade, já começamos a desacelerar nosso metabolismo, a refletir sobre as coisas realmente importantes no contexto de nossa vida espiritual, a valorizar mais "a quem temos" do que "o que temos".

O processo é de lenta introspecção e muitas das vezes descobrimos uma coisa interessante sobre a qual nunca tínhamos pensado antes.

Descobrimos que na nossa jornada aprendemos muitas coisas. 
Descemos o nível da nossa observação e identificamos que aprendemos muitas coisas boas, mas infelizmente, neste bojo também vieram muitas coisas ruins, as quais precisamos nos desvencilhar.

Neste momento a vida nos oferece uma oportunidade preciosa, a maturidade, a serenidade e a disposição racional de desaprender.

Sentimo-nos intuídos a desaprender o excesso de apego à matéria.

Somos inclinados a desaprender sentimentos de mágoa, melindres e vaidades.

Vamos desaprendendo e retirando da nossa bagagem o peso das das nossas imperfeições e somos convidados a fazer crescer nossas virtudes na serenidade do ocaso da vida na carne.

Assim, quando percebermos que a velhice se aproxima, enchamos nossos corações de alegria, pois aproxima-se o momento da sairmos do torvelinho das emoções exaltadas e praticarmos o arremate final da nossa reforma íntima neste nosso momento alvissareiro de mergulho para dentro de nós mesmos.


segunda-feira, 3 de abril de 2017

QUANDO ...

QUANDO ...

Quando compreendermos que vingança, ódio, desespero, inveja ou ciúme são doenças claramente ajustáveis á patologia da mente, requisitando amor e não o revide...

Quando interpretarmos nossos irmãos delinquentes por enfermos da alma, solicitando segregação para tratamento e reeducação e não censura ou castigo...

Quando observarmos na caridade simples dever...

Quando nos aceitarmos na condição de espíritos em evolução, ainda portadores de múltiplas deficiências e que, por isso mesmo, o erro do próximo poderia ser debitado á conta de nossas próprias fraquezas...

Quando percebermos que os nossos problemas e as nossas dores não são maiores que os de nossos vizinhos...

Quando nos certificarmos de que a fogueira do mal deve ser extinta na fonte permanente do bem...

Quando nos capacitarmos de que a prática incessante do serviço aos outros é o dissolvente infalível de todas as nossas mágoas...

Quando nos submetermos à lei do trabalho, dando de nós sem pensar em nós, no que tange a facilidades imediatas...

Quando abraçarmos a tarefa da paz, buscando apagar o incêndio da irritação ou da cólera com a bênção do socorro fraternal e abstendo-nos de usar o querosene da discórdia...

Quando, enfim, nos enlaçarmos, na experiência comum, na posição de filhos de Deus e irmãos autênticos uns dos outros, esquecendo as nossas faltas recíprocas e cooperando na oficina do auxílio mútuo, sem reclamações e sem queixas, a reconhecer que o mais forte é o apoio do mais fraco e que o mais culto é o amparo do companheiro menos culto, então, o egoísmo terá desaparecido da Terra, para que o Reino do Amor se estabeleça, definitivo, em nossos corações.


-Chico Xavier/André Luiz - do livro Paz e Renovação

quinta-feira, 30 de março de 2017

CLAREAR SEM OFUSCAR

Um cidadão caminhava às margens de uma movimentada rodovia, pelo acostamento, na contramão, indo de encontro aos carros que vinham em sua direção e passavam apressadamente ao seu lado.

Fazia isso porque na contramão, conseguia enxergar os veículos que vinham, prevenindo-se contra  eventuais atropelamentos, pois no caso de algum problema, conseguiria se esquivar.

Caminhou o dia inteiro nesta condição, até que a tarde chegou e logo depois a noite, que tornou seu caminho totalmente escuro.

De frente para os carros, percebeu que à cada novo veículo que vinha, suas vistas ficavam ofuscadas, impedindo-o de enxergar por alguns segundo.
Como o trânsito era intenso, caminhava praticamente sem ver onde pisava, mesmo tendo todo o clarão à sua frente.

Foi que então resolveu atravessar e caminhar na mesma direção dos carros. 
O clarão, vindo de trás, tanto lhe servia de alerta da aproximação dos veículos, quanto lhe clareava a via, sem ofuscá-lo.

Trazendo este cenário para o campo das nossas reflexões, podemos considerar que a luz do conhecimento e das descobertas, quando direcionada de forma inadequada e com intensidade desmedida, poderá ofuscar nosso interlocutor, deixando-o confuso e perdido.

Assim, no terreno das crenças, se desejamos compartilhar a luz do conhecimento Espírita, que derruba paradigmas e mexe com  as estruturas do ser cósmico em evolução, muitas das vezes condicionado à dogmas e misticismos, precisamos dosá-la com amor.

Clarear sem ofuscar. 
Esclarecer sem perturbar. 
Influenciar muito mais pelos exemplos do que pelas palavras.


quarta-feira, 29 de março de 2017

VIVER É UM EXERCÍCIO DE APRENDIZADO

Viver é um exercício de aprendizado contínuo.

Na matéria, aprendemos desde que inflamos nossos pulmões de ar pela primeira vez até o nosso último suspiro.

E dentro deste processo ininterrupto de aprendizagem, vamos gradativamente assimilando experiências, nem sempre agradáveis aos sentidos, mas todas necessárias ao nosso burilamento.

Vamos aprendendo que nossas teimosias, nossos azedumes e os destemperos emocionais a que somos sujeitos nada acrescentam ao nosso processo de crescimento.

Vamos assimilando que nossa prepotência, nossa arrogância, nosso orgulho e vaidade, em nada contribuem para a nossa evolução.

Vamos entendendo que nenhum ser humano é uma "ilha" e que todos nós temos a necessidade de nos relacionar com aqueles que nos cercam, para troca de conhecimentos, informações, e sobretudo, sentimentos.

Vamos percebendo que nossas queixas, nossa revolta e nossa indignação diante dos processos dolorosos da nossa existência, somente contribuirão para agravar nosso quadro de desequilíbrio, levando-nos a processos de melancolia e desalento.

Quando nos dermos conta de que somos nós próprios que escolhemos a cor com que desejamos colorir os cenários da nossa existência.

Quando nos convencermos de que somos senhores do nosso próprio destino e que não passamos por nada que de fato não mereçamos.

Quando aceitarmos os cenários mais difíceis da nossa existência como oportunidades de crescimento e evolução no campo do espírito.

Ai certamente seremos levados à compreensão de que somos seres integrais. Espíritos eternos apenas estagiando por este planeta escola,  onde colheremos os frutos do que plantamos em vidas pregressas e teremos a oportunidade de novas semeaduras para as vidas futuras.